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O Som das Letras nasceu para partilhar a minha grande paixão pelos livros. Apesar de já se ter tornado um blog para reflexões pessoais, o fundamento da sua existência é o gosto pela literatura.
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Naqueles dias em que raramente aparecia por aqui, devido ao cansaço físico e psicológico, dediquei-me inteiramente ao meu maior prazer: a leitura.
Foram muitos os livros que devorei, uns óptimos; outros nem por isso. Mas, como eu habitualmente digo, não sou ninguém para criticar o trabalho dos outros. Não sou escritora, nem especialista em literatura, apesar de ter estudado essa área a fundo. Por isso, quando faço uma critica a um livro que li, é apenas como leitora e não como crítica literário (I wish).
Durante aquele período de marasmo total, um dos livros que me deliciou foi A Mala de Hana. Mais uma obra que fala sobre o Holocausto na vida das crianças.
Já devem saber o meu fascínio sobre esse tema e, por ser um relato de uma história verídica, A Mala de Hana passou a constar na lista dos meus livros preferidos.
Hana vinha do seio de uma família calorosa e dedicada, chefiada pelo pai, Karel, e a mãe, Marketa. Tinha uma vida feliz ao lado do seu irmão, George, onde brincavam com os dois gatos e com a cadela Sylva. Mas, aos olhos do regime de Hitler, tinham uma coisa diferente das outras pessoas, eram judeus.
A liberdade dessas duas crianças terminou com a entrada das tropas de Hitler na Checoslováquia. Só podiam sair de casa a determinadas horas do dia; tinham de usar uma estrela de tecido amarelo cosida aos casacos, onde estava escrita a palavra Jude; deixaram de poder brincar na rua, ir ao cinema ou a qualquer acontecimento desportivo.
Depois dos pais serem presos pela Gestapo, foi a vez das crianças. Hana e George foram deportados para um antigo quartel militar, em Theresienstadt. Mas o seu destino final seria outro.
A 23 de Outubro de 1944, depois de viver dois anos na caserna Kinderheim, em Theresienstadt, o campo de concentração na Checoslováquia e com apenas 13 anos de idade, Hana desceu de dentro do vagão do comboio, onde não havia comida, água, nem casa-de-banho, e chegou a Auschwitz.
Levou consigo uma mala castanha e nela arrumou as roupas e alguns dos seus desenhos preferidos. Lavou o cabelo e fez um rabo-de-cavalo. Queria estar bonita para o seu reencontro com o irmão, o qual já tinha sido deportado para Auschwitz.
O reencontro dos irmãos nunca aconteceu!
Quando Auschwitz foi libertado, em Janeiro de 1945, George tinha 17 anos. Era um jovem que tinha perdido as forças, mas não a esperança de reencontrar a sua irmãzinha. Meses depois de estar à procura da irmã, uma amiga de Hana reconheceu-o na rua e deu-lhe a notícia que George não queria ouvir: Hana foi morta nas câmaras de gás em Auschwitz no dia a seguir a ter chegado.
A história de Hana chegou ao grande público graças a uma jovem japonesa, Fumiko Ishioka, a qual quis mostrar ao Japão o que tinha sido o Holocausto e como foi sentido nas crianças. Foi graças a Fumiko que, após ter recebido uma mala castanha com o nome Haba Brady escrito em grossas letras brancas, para colocar numa exposição com outros artefactos do Holocausto, que Hana voltou a ser falada. Fumiko não descansou enquanto não soube mais sobre a proprietária da mala e foi assim que chegou até George, o irmão de Hana que tinha emigrado para o Canadá e que tinha reconstruído a sua vida com o ofício que aprendeu nos campos de concentração.
George apenas diz: “E agora, graças a Fumiko e a vocês ... a Hana está a viver o seu sonho.”
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